Segundo Dr. Pedro André Kowcs, neurologista do Instituto de Neurologia de Curitiba (INC), há mais de cem tipos de cefaléias (termo técnico para definir a dor de cabeça), que podem ser divididas em primária e secundária. “Na primária a doença é a própria dor de cabeça, como a enxaqueca. Já a secundária é a manifestação de alguma outra doença que pode ser um aneurisma, sinusite, meningite entre outras”, esclarece.
Então qual a diferença entre uma cefaléia comum e uma enxaqueca? “Na enxaqueca, a dor costuma ser forte, latejante e unilateral. Ela se agrava por qualquer tipo de atividade, seja física ou intelectual. Geralmente, ocorre ainda a fotofobia (dificuldade de olhar para a luz), fonofobia (reação negativa a qualquer barulho), náuseas e vômito”, detalha o neurologista. A enxaqueca também costuma ser mais longa, e pode durar de 4 até 72 horas.
O tratamento das dores de cabeça depende de um diagnóstico do neurologista e é feito sempre de acordo com cada caso. “Para a crise de dor de cabeça há medicações específicas como os triptanos, utilizados para enxaqueca, e medicações gerais que são os analgésicos e anti-inflamatórios”, explica o neurologista. Para a enxaqueca também são utilizadas medicações chamadas de anti-eméticos contra vômitos e náuseas. E atenção: deve-se evitar a auto-medicação. “Pode causar uma dependência de analgésicos, o que não leva a um tratamento adequado”, alerta Dr. Pedro Kowacs.
Nos casos em que a dor de cabeça costuma acontecer mais de três vezes em um mês, há também o tratamento preventivo. “Temos diversos medicamentos, administrados de acordo com o perfil do paciente, que devem ser utilizados diariamente para que diminuir a frequência das crises”, frisa o neurologista.
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