“A depressão é um transtorno afetivo caracterizado por um período bem mais longo e destrutivo do que uma tristeza e consiste em episódios depressivos, que podem ser leves, moderados ou graves”, explica o Dr. Willian Mac-Cormick Maron, psicólogo da Clínica Contato. A doença pode ter diversas causas fisiológicas, como alterações da glândula tireóide, problemas hormonais e de liberação de endorfina e serotonina no organismo. “Porém, os fatores psicossociais são aqueles que mais levam a depressão, como experiências, traumas, complexos e conflitos mal elaborados”, frisa o psicólogo. Os principais sintomas são rebaixamento de humor, isolamento, alterações no sono, perda de interesse, de libido e concentração. “Em alguns casos não há desejo algum em levantar da cama”, comenta. “Caso esses sintomas apareçam ou comecem a alterar a rotina ou trazer prejuízos nas relações e no trabalho, um profissional deve ser procurado, pois somente ele pode fazer um diagnóstico correto da doença”, alerta o especialista.
Muitas pessoas que estão sofrendo com a doença adotam uma postura passiva e não têm reação para combater a depressão. “Por isso, é sempre importante ter pessoas que busquem mostrar que a pessoa não está sozinha nesse desafio”, comenta Dra. Willian Mac-Cormick. A psicoterapia é fundamental para o tratamento. “É na terapia onde o paciente trabalha a visão de si mesmo, entra em contato com ele mesmo e com os sintomas e começa a se conhecer e entender o que o levou àquele processo e o que pode ser feito”, avalia o psicólogo.
O uso de medicamentos é necessário para casos mais graves e age nos sintomas e não nas causas. “Varia de acordo com cada paciente, mas, em muitos casos, a psicoterapia elimina a farmacologia como complemento do tratamento”, afirma o especialista. “O importante é o paciente sempre observar sua auto-imagem e se há algum prejuízo social ou pessoal, o que traz sofrimento. E encontrar atividades que lhe dêem prazer, como esportes, convívio social e até no trabalho”, enfatiza o Dr. Willian Mac-Cormick.
Depressão em crianças e adolescentes
As crianças e os adolescentes também estão propensos à doença. De acordo com o psicólogo, a infância e a adolescência são épocas muito problemáticas da vida. “Hoje, existe um aumento considerável no índice de depressão em crianças e adolescentes, graças à exposição exagerada ao que seria o conceito de felicidade vendido pela mídia, aos conflitos familiares, como brigas, ausência e super-proteção, e também com o bulling, ou seja, agressões psicológicas e morais cada vez mais frequentes na escola”, aponta o especialista.
Mas como os pais podem descobrir se seus filhos estão sofrendo com a depressão? “Quando as crianças e adolescentes deixam de brincar sem motivo aparente, deixam de fazer coisas que sempre gostaram ou não têm interesse em sair de casa, os pais devem procurar a ajuda de um especialista”, considera Willian Mac-Cormick.
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