“Na crise há muitas oportunidades e, entre elas, estão os imóveis de luxo”, avalia o especialista Christophe Rioux, diretor do Pólo Luxo do Instituto Superior de Comércio de Paris. Na avaliação de Rioux, o consumo de luxo em países do BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) se mantém. “É uma categoria da sociedade que continua investindo, independente da crise”.
Entre 2004 e 2008, a valorização média do metro quadrado alcançou 75,48%, de acordo com o Inpespar. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, Sinduscon-SP, avalia que os imóveis possam ter ainda nesse ano um acréscimo de valor na ordem de 5% a 7%. “O luxo no mercado imobiliário está crescendo muito em todo o mundo”, diz Rioux.
A tendência mundial se reflete em todas as capitais brasileiras. Em Curitiba, a construtora San Remo dedica-se ao setor de luxo imobiliário há quase três décadas. A cada lançamento, a San Remo incorpora mais qualidade e know how das preferências do cliente. É para quem busca exclusividade que a empresa vem atuando, oferecendo sempre bons negócios. Em pleno bairro do Batel, região valorizada próximo ao centro de Curitiba, a construtora acaba de entregar o Maison Classique, com apartamentos de duas ou três suítes e uma ampla sala para três ambientes. São 38 apartamentos – dois por andar. A exclusividade se soma aos adicionais que podem ser pedidos pelo cliente: para oferecer mais opções de compra aos clientes desta modalidade, foram colocados à disposição 25 acessórios, tais como infraestrutura para ar-condicionado, calefação de piso nas salas, mármores importados, entre outros.
“Em tempos de crise, o cliente de luxo quer ter uma boa oportunidade financeira. Nem todos compram para morar. Alguns adquirem imóveis planejando o crescimento da família ou para investir em um local para lazer ou negócios”, comenta o diretor de lançamentos do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Fábio Rossi Filho.
O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, vê no mercado de luxo paranaense uma grande demanda por imóveis de qualidade. “São vendidos cerca de 60% a 70% dos imóveis ainda durante a execução da obra. As unidades são comercializadas rapidamente,” afirma.