O adolescente deve observar e descobrir seus interesses, habilidades preferidas, suas limitações e suas aptidões ao mesmo tempo em que busca informações sobre diferentes profissões. “É fundamental que ele pesquisa o que faz tal profissional, como é sua rotina, com o que trabalha, em que tipo de ambiente, que retornos o profissional tem, quais os pontos altos e baixos de tal profissão, que instituições oferecem o curso, que matérias são estudadas durante o curso, se existe mercado para este tipo de profissional na sua cidade”, detalha a psicóloga. “E principalmente, o adolescente deve perguntar-se: ‘o que esta profissão tem a ver comigo? É isso que quero fazer todo dia, o dia todo?’”, observa.
Muitos jovens ainda escolhem sua carreira pela remuneração que terão e isso, é claro, é uma preocupação necessária para a sobrevivência. Entretanto, o salário é um fator importante, mas não definitivo. “Não adianta o adolescente iniciar um curso imaginando que é uma profissão que traz muito retorno financeiro, se não tem a menor afinidade com o que está estudando. Provavelmente, ele vai ter dificuldades para fazer a faculdade e se conseguir se formar (pois a taxa de desistência em alguns cursos passa de 50%), talvez não tenha ânimo suficiente para atuar em uma área na qual não tem afinidade”, alerta Gilvanise Vial.
Os pais também têm um papel importante nessa escolha. É fundamental que eles orientem seu filho na pesquisa de informações sobre diferentes profissões e instituições, além de respeitar os interesses dele, para que possa optar pela profissão que realmente deseje seguir, independente de questões financeiras ou tradição de carreira na família. “Às vezes, o adolescente quer fazer um curso que não existe em sua cidade e também não tem condições de mudar de residência. Então, a solução é a escolha possível para o momento, e procurar um curso na sua cidade que tenha afinidade com aquilo que gostaria de fazer, ou começar a trabalhar para ter condições financeiras de mudar e cursar a faculdade pretendida”, aponta a psicóloga.
A escolha profissional é um grande passo na vida de um indivíduo, pois irá refletir em oito horas diárias por cinco dias na semana, por isso, vale uma reflexão profunda. De acordo com a psicóloga, muitos adolescentes escolhem um curso por influência de amigos ou pais, e após terminarem a faculdade, ou trabalharem cinco ou seis anos em uma área com a qual não se identificam, acabam desmotivados, irritados, cansados, estressados e até deprimidos. “Isto acaba influenciando em outros setores da vida desta pessoa, por isso, a importância de uma escolha consciente da profissão”, afirma Gilvanise Gulicz Vial.
Serviço
A Clínica Contato realiza o ciclo de atividades de orientação profissional “Em contato com as profissões”, para estudantes da oitava série, ensino médio e vestibulandos. Serão cinco encontros, com palestras da psicóloga Gilvanise Gulicz Vial e a presença de 35 profissionais de diferentes áreas, que irão contar um pouco sobre o seu dia-a-dia e para tirar dúvidas dos participantes.
As inscrições são gratuitas e o ciclo acontece entre os dias 15 e 19 de junho, a partir das 13h30, na Clínica Contato – Rua Fernando Simas, nº221. Mais informações (41) 3234-1616 ou www.clinicacontato.com.br
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