O problema é um dos responsáveis por afastar pessoas do trabalho e demais atividades do cotidiano. Esses dados incluem situações patológicas e condições que estão relacionadas aos maus hábitos de vida.
Smartphones, tablets e notebooks são tecnologias que trouxeram como efeitos adversos alguns vícios posturais e, consequentemente, o aumento excessivo na tensão física e psicológica. “O sedentarismo também é um fator comum às pessoas que apresentam crises recorrentes de dor nas costas”, lembra o médico ortopedista especialista em coluna Jonas Lenzi, do Hospital VITA.
A dor é definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a um dano real ou potencial dos tecidos. É uma ferramenta de proteção, é o sintoma de sentinela, que indica ao indivíduo que alguma medida deve ser tomada a fim de evitar danos ao organismo. Por isso, “ao ser acometido por uma crise de dor nas costas, o indivíduo deve atentar para os possíveis fatores causadores”, destaca Lenzi.
O médico alerta também sobre o aumento de casos de pessoas que sofrem de dor crônica, aquela que perdura por mais doze semanas, como resultado do descaso à saúde. “Muitas são as causas para esse adiamento, que tem efeitos prejudiciais. O tratamento adequado da crise aguda é importante para restauração do equilíbrio físico, mental e espiritual”, destaca.
De acordo com o especialista, estudos estimam que apenas 15% dos episódios de dor na coluna lombar estão relacionados a patologias específicas como hérnia de disco, instabilidade vertebral e fraturas. As demais são chamadas de lombalgia inespecífica ou lombalgia mecânica, situações que expressam o mau funcionamento e a sobrecarga mecânica da coluna.