EDITORIAL

Êta mês danado, esse que passou. Fazia tempo que não chovia tanto, como choveu em janeiro de 2010. Para os comerciantes de nosso litoral, esse mês foi trágico, pois muitos veranistas, ante a continuidade da chuva, arrumaram as malas e foram terminar suas férias em locais que não chovesse tanto. Tarefa difícil essa, pois os estados da região sul e sudeste foram atingidos por violentas e diárias tempestades. Em nossa cidade, as enchentes afetaram vários locais, inundando casas e causando transtorno para a população. Não podemos culpar somente São Pedro, pelo fato, mas que uma grande parcela da população, tem culpa no cartório, isso tem. Basta ver a quantidade de lixo que é jogado nas ruas diariamente. Copos plásticos, papel de bala, cigarro, jornal, restos de comida, garrafas, restos de construção, móveis quebrados, eletrodomésticos, embalagens de remédios e etc. O serviço de coleta de lixo, o lixo que não é lixo e os catadores de material reciclável, não consegue dar conta de tanto desrespeito. Daí, é fácil culpar a prefeitura, mas se cada um fizer a sua parte, os bueiros não ficam entupidos de lixo e esse material todo não acaba indo parar em nossos rios. Fiquem atentos, a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) protocolou na delegacia do 1º Distrito Policial da capital pedido de instauração de inquérito para investigar a prática dos crimes de estelionato, falsificação de documento e de selo ou sinal públicos, uso de documento falso e falsa identidade. Segundo denúncias que chegaram à Companhia, pessoas usando o nome da Cohab ou da Prefeitura estariam cobrando R$ 900 de famílias interessadas na aquisição de imóveis que estão em construção no bairro do Sítio Cercado e da CIC. Para dar uma aparência legal à transação, o golpista preenche um formulário falsificado com o brasão da Prefeitura e fornece recibo, igualmente falsificado, onde consta no cabeçalho uma ilustração presente no “site” da Prefeitura com a logo criada para a Copa de 2014. Para os pais, com filhos em idade escolar, as aulas começam agora, em fevereiro para os 140 mil alunos matriculados nas escolas e nas creches de Curitiba, trazendo preocupações  com a readaptação dos alunos com os horários, gastos para a compra de material escolar e de uniformes. Outra fonte de preocupação são os serviços de transporte escolar. A URBS, que coordena esta atividade na capital, alerta para importância de os pais fiscalizarem se o serviço a ser contratado é licenciado. Não coloquem em risco de vida seus filhos. Na Câmara Municipal de Curitiba, tramita um projeto que propõe que os donos de imóveis edificados atingidos por enchentes ou alagamentos tenham isenção ou desconto no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A proposta prevê a concessão do benefício no ano seguinte ao incidente. Apesar de muita gente ser contra, fica cada vez mais claro a necessidade de radares na capital. Depois de ficarem desligados por mais de um mês, os 110 radares espalhados pela cidade já estão em funcionamento. O Tribunal de Justiça do Paraná suspendeu a decisão que obrigava a Urbs a manter os radares desligados em Curitiba. Levantamento que registrou 10.144 ocorrências por excesso de velocidade no trânsito, no exato dia em que os radares deixaram de operar, demonstram a importância da fiscalização eletrônica. O número é 10 vezes superior à média de 1,1 mil infrações registradas por dia. A Urbs solicitou ao Batalhão de Polícia de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) um balanço do número de acidentes do período, para verificar se houve aumento de colisões. Leia essas e mais matérias de seu interesse nesta edição. Boa leitura!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *