
Ela propõe alguns cenários para auxiliar na busca de soluções para as dúvidas mais recorrentes dos casais. No caso de os dois morarem na mesma cidade e nenhum deles ter imóvel próprio, a recomendação é que se analise a situação financeira e a perspectiva profissional de ambos, antes de tomar a decisão. “Se um deles tem a possibilidade de mudar de cidade para crescer na carreira, é mais indicado optar pela locação. Se não há previsão de mudança no curto e médio prazo, vale a pena sair do aluguel e comprar um imóvel”, sugere Augusta.
Se cada um mora numa cidade, sendo que um deles tem imóvel próprio e o outro não, e o casal pretende fixar moradia na cidade em que o parceiro ou parceira mora de aluguel, numa fase inicial, é interessante permanecer na locação no destino escolhido, até ambos se adaptarem à nova rotina. A gerente da imobiliária aconselha que o imóvel na cidade de origem também seja alugado e, assim, possa subsidiar a nova locação e, mais tarde, a aquisição de um novo bem.
Mas, se os dois moram na mesma cidade e ambos têm imóvel próprio, é importante avaliar a característica de cada um para decidir qual servirá para a moradia do casal e qual será colocado para locação. “O ideal é o casal optar por ficar no imóvel maior, pois, normalmente a família aumenta e é necessário mais espaço. É interessante colocar o imóvel menor para locação, em vez de optar pela venda, usando a renda como reserva ou para custear as melhorias na casa que o casal vai residir”, avalia Augusta.
Entretanto, se na situação acima, o casal decidir comprar um imóvel, ainda que cada um tenha o seu, a recomendação é que ambos optem pela locação do seu bem e usem o valor do aluguel para custear o pagamento da nova habitação. A opção pelo financiamento ou pelo consórcio vai depender do planejamento e da urgência do casal. “O ideal é comprar à vista ou financiar a menor quantia possível para não gastar muito em juros. É importante observar que o comprometimento não pode ultrapassar 30% da renda familiar e que deve-se pesquisar bastante antes de escolher o agente financeiro que vai intermediar a compra”, diz Augusta.