Moradores do Itatiaia (CIC) implantam projeto de desenvolvimento local

Através do encontro desta segunda, onde a comunidade idealizou um lugar melhor para viver tendo como horizonte estratégico o prazo de 10 anos, saíram as primeiras ideias de melhorias para o local. São elas que irão direcionar o restante do trabalho no bairro. Os pontos iniciais destacados pelos moradores incluem questões básicas, como infraestrutura, ruas asfaltadas, melhorias no meio-ambiente e na segurança, além da oferta de cursos profissionalizantes e o aumento de creches na localidade. “Fiquei muito feliz, gostei muito. É preciso abraçar a causa. Acho que vamos crescer realmente, mas para isso é preciso união”, disse Claudete Matias da Silva, moradora há 27 anos no local.  “É preciso que as pessoas cooperem mais. É preciso ideias, trabalho e assim o dinheirinho que começa a girar dentro do bairro vai gerar uma economia para nós”, acrescentou Claudete.

O objetivo ao final da implantação é chegar a uma primeira agenda de ações que possa ser trabalhada em parceria com empresários, entidades, poder público e todos os interessados em promover melhorias na região. “Achei bem interessante (a proposta). É isso que a comunidade precisa mesmo, se envolver, conhecer o bairro onde mora, se juntar e buscar benefícios para si próprio e para a comunidade”, destacou o professor Adilson da Silva Freire.

O presidente da Associação de Moradores do Itatiaia, Argenor Pereira, conhecido popularmente como Cacá, aprovou o início do processo no bairro e reforçou a necessidade do envolvimento de mais pessoas. “Fico feliz com a participação dos moradores e quero acreditar que eles vão participar de forma assídua. Foi muito proveitoso, acho que a comunidade estava precisando de algo dessa natureza e só tenho a parabenizar. Com certeza num futuro próximo estaremos comemorando o resultado da participação e da nossa união”, avaliou Cacá.

O próximo encontro ficou agendado para o dia 8 de março, às 19h30, no Colégio Protásio de Carvalho (Rua Cidade Gaucha, nº 120). O intuito é realizar um levantamento dos ativos da região, aspectos positivos que poderão colaborar de inúmeras formas com o projeto, como pessoas, entidades, empresas, entre outros.

Na Vila Itatiaia, o projeto vem sendo articulado pela agente de desenvolvimento Marina Crovador. Na opinião dela, se depender da receptividade dos moradores, a proposta tem tudo para emplacar. “As pessoas estão dispostas a colaborar. Os moradores querem, de fato, correr atrás de seus anseios e trabalhar juntos pela realização do sonho da comunidade”. É o que pensa o pastor João Salvador Simões. Para ele, a persistência em grupo é o que resultará no sucesso do projeto. “Através da união é que a gente faz acontecer. Às vezes, a gente fica esperando um político, um candidato, e não buscamos o que queremos e precisamos de fato”, reforçou Simões.

Os interessados em participar do projeto podem entrar em contato com a agente Marina pelo telefone 41 8839.3057 ou e-mail: [email protected]. Outras informações pelo 41 3271-7423.

Protagonismo – O objetivo da proposta é incentivar as comunidades a assumir o protagonismo em prol do desenvolvimento das localidades, valorizando as ideias e iniciativas lideradas pelos cidadãos. Nas próximas semanas outras comunidades de Curitiba iniciam a implantação do Projeto Político de Desenvolvimento das Cidades do Paraná. A ideia vem sendo articulada com diversas lideranças locais, empresas, associações de moradores, poder público, igrejas, comércio, entidades representativas, entre outras.

Ao invés de apenas esperar soluções dos governos, a população local resolveu tornar-se o protagonista deste processo e acelerar o desenvolvimento de cada localidade, de acordo com sua necessidade e anseio. “Todo lugar onde a população espera por desenvolvimento é um lugar extremamente pobre. Qualquer ação que nós fazemos gera desenvolvimento. Se nós não resolvermos, ninguém vai resolver. Não é o governo que faz o lugar se desenvolver, quem faz são as pessoas”, explica o professor, analista político e consultor da Rede, Augusto de Franco.

Moradores dos bairros Pilarzinho, Barreirinha, Mossunguê, Bacacheri, Umbará, Ahú, Cabral, Boa Vista e vila São Paulo (Uberaba) já agendaram a data do Seminário Visão de Futuro. Outros 14 locais estão em fase de mobilização para a implantação do projeto de desenvolvimento. Em Curitiba, duas comunidades, Jardim Santos Andrade (Campo Comprido) e São Braz, já elaboraram um plano e uma primeira agenda de ações para ser executada em parceria com os demais segmentos da sociedade.

Paraná – Alem dos bairros de Curitiba, o projeto está em fase de implantação nos municípios de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava, Campo Mourão, Paranavaí e Reserva do Iguaçu. Desde 2008, o número de comunidades interessadas em aderir à proposta só cresce. Em Londrina, por exemplo, são 10 bairros na fila aguardando a operacionalização da metodologia.

Pioneira no município, a Vila Recreio já executa ações em parceria com órgãos públicos e empresários. A reforma da praça no bairro envolveu moradores, estudantes de arquitetura da Universidade Estadual de Londrina (UEL), além da prefeitura. A execução da obra está programada para começar neste ano. Além de um curso de culinária direcionado para senhoras, realizado em parceria com uma empresa do bairro, a comunidade busca recursos para transformar um antigo módulo policial em uma biblioteca.

Em Maringá, os moradores do Ney Braga promoveram palestras sobre cidadania para mais de 400 alunos nas escolas do bairro e, entre outras ações, a população local conseguiu melhorias na segurança e na iluminação pública.

Em Ponta Grossa, os primeiros passos rumo ao futuro desejado pelas comunidades das Vilas Santana e Barreto mostraram que as prioridades nem sempre envolvem questões de infraestrutura. A preocupação dos moradores foi ocupar o tempo livre das crianças e adolescentes com atividades educacionais e esportivas. Os projetos envolvem aulas gratuitas de Taekwondo, uma fanfarra e escolinhas de futebol.

Acesse www.rededeparticipacaopolitica.org.br e saiba mais sobre os projetos de desenvolvimento local.

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