Segundo o cardiologista, o colesterol pode não gerar complicações, mas ajuda a desenvolver doenças cardíacas. “Trata-se de um fator de risco, que é como atravessar a rua sem olhar: não obriga a ser atropelado. Atropelamento na calçada é falta de sorte. Atropelamento por atravessar a rua sem olhar é falta de juízo”, compara.
Para identificar e tratar as complicações, é preciso avaliar as alternativas de procedimento, levando em consideração o contexto clínico. Existem dois tipos de colesterol: o LDL, conhecido como colesterol ruim, que em níveis altos pode formar placas de gordura nas artérias, prejudicando a passagem de sangue e causando infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral; e o HDL, também chamado de colesterol bom, que ajuda a reduzir a formação de placas de gordura no sangue, mas em baixos níveis também pode originar doenças cardiovasculares.
Esse mal pode ser genético ou se desenvolver por conta de outras doenças, como doenças da tireoide. O cardiologista afirma que os principais cuidados que devem ser tomados são fazer exames para identificação do nível de colesterol e verificar como pode ser tratado. “Por último, devem ser tomadas medidas de tratamento do colesterol elevado propriamente dito, que caem em três grupos: reeducação alimentar, otimização de atividade física e medicações. Toda essa sequência é coordenada pelo médico do paciente”, explica.