“O que está sendo feito aqui é um exemplo único no mundo, com resultados de muita eficiência e que, por isso, já foi citado em congressos na Itália, Suécia e China”, afirma a bióloga Leila Teresinha Maranho, coordenadora do curso de mestrado em Biotecnologia Industrial e professora de Pós Graduação e Gestão Ambiental da Universidade Positivo.
Segundo Leila, que desenvolve estudos na região, muitas cidades e estados brasileiros têm se interessado e mandado representantes para conhecer de perto o modelo de recuperação empregado no aterro curitibano. Ela informa que, na maioria dos parâmetros monitorados, houve redução de até 60% na carga poluidora do chorume. “No quesito matéria orgânica, por exemplo, já chegamos a obter 98% de redução”, diz. No fósforo e no nitrogênio este índice teria chegado a 80%, variando de acordo com as condições climáticas.
Para o chefe de divisão do Departamento de Limpeza Pública da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Luiz Celso Coelho da Silva, a parceria que existe entre a Prefeitura de Curitiba e as universidades Federal do Paraná e Positivo é fundamental para o sucesso do projeto.
“A força da pesquisa e a estrutura acadêmica das universidades somam-se ao nosso conhecimento e permitem bons resultados”, diz o técnico. Atualmente, aproximadamente 20 alunos e professores das duas universidades trabalham teses de mestrado e doutorado sobre o local. “É uma parceria de sucesso”, afirma.