A lei antifumo começou a vigorar em 19 de novembro de 2009. No primeiro ano da lei, bares, restaurantes e lanchonetes foram responsáveis por mais da metade das autuações lavradas pela Vigilância Sanitária. No período, foram 21 mil inspeções sanitárias, que geraram 94 autos de infração. Dos 94 estabelecimentos irregulares, 44 pertenciam ao segmento bares, lanchonetes, e restaurantes. Já as casas noturnas respondem por 18 ocorrências.
Juntas, todas as irregularidades correspondem a apenas 0,45% dos locais inspecionados. As demais irregularidades foram constatadas em terminais de ônibus (5), shopping centers (4), supermercados (5) e outros (18). Pessoas fumando no local, existência de cinzeiros e xepas de cigarro, além da falta de cartazes e adesivos alertando o público para a observância da lei motivaram as infrações.
Bares – “Desde que a lei entrou em vigor, quase não tivemos problemas com os clientes. No começo foram episódios esporádicos e que estão se tornando cada vez mais raros”, conta Edna Andretta, sócia do bar Baroneza, no Juvevê. Ela atribui o fato de a clientela ser formada predominantemente por um público mais velho, na faixa dos 30 anos, e que tem mais facilidade de se adequar às regras que interferem nas preferências pessoais.
A conclusão é compartilhada por Marta Regina Tres, gerente do bar Hora Extra, no Bacacheri. “No começo tivemos um pouco de receio da reação do nosso público mas, em seguida, observamos que não só essa reação não aconteceu como também ganhamos clientes novos”, conta. Casais mais velhos revelaram a Marta que não frequentavam bares por causa do incômodo da fumaça. Porém, encorajados pela nova lei, decidiram procurar esses ambientes para se divertir.
Clientes – As amigas e engenheiras florestais Maria Lúcia Miró e Mayra de Lara sempre frequentaram bares. Apesar de uma ser fumante e a outra não, ambas gostaram da chegada da Lei Antifumo. Para Maria Lúcia, fumante havia 25 anos e que decidiu romper com o vício a uma semana da vigência da norma, ela funcionou como um incentivo.
“Entendi que tudo conspirava a favor de que eu parasse de fumar e fui em frente. Ganhei um presente de Natal antecipado e agora também posso comemorar o primeiro aniversário da lei”, diz. Além de abrir mão de um hábito que predispõe ao câncer, garante que saiu ganhando em outros aspectos também. “Minha pele melhorou e agora tem brilho. Além disso, consigo sentir o meu perfume”, completa.