Com o foco direcionado para o desenvolvimento profissional e a dedicação continuada para os estudos outra tendência pode ser identificada: o tamanho das famílias. A última pesquisa divulgada pelo IBGE, sobre as taxas de fecundidade, divulgado em 2015, aponta que as famílias vêm encolhendo nas últimas duas décadas. No Brasil, a taxa de fecundidade que era de 2,39 filho por mulher em 2000 caiu para 1,72.
O relatório realizado pela consultoria aponta que a tipologia de dois dormitórios possui a menor disponibilidade no mercado de Curitiba com apenas 19,6% de disponibilidade sobre a oferta. Dos 12.236 apartamentos colocados no mercado, restam apenas 2.395 à venda. Segundo Fábio Tadeu Araújo, sócio dirigente da Brain Inteligência Corporativa, o tamanho das famílias influencia diretamente na hora de comprar um imóvel. “A redução no tamanho das famílias brasileiras já é sentida pelo mercado. O que temos visto, através de pesquisas realizadas em todo o Brasil é que, por ser um imóvel de necessidade, ou seja, de público majoritariamente em início de ciclo familiar, o encaixe destes produtos, principalmente em grandes centros urbanos, é bem mais considerável – se comparado às demais tipologias”, explica.