Câmara recebe resposta da PMC sobre peso excessivo de mochilas

Em resposta, a Prefeitura de Curitiba informou que, para o desenvolvimento das atividades estipuladas no projeto político-pedagógico pelas instituições de ensino, os materiais utilizados pelos professores ficam, na maioria das vezes, guardados na escola.

De acordo com o parlamentar, “há muitos pais que ainda questionam o peso dos materiais solicitados pelos estabelecimentos de ensino na rotina escolar”. A Secretaria Municipal de Educação (SME) disse que os alunos precisam transportar diariamente somente alguns itens de uso pessoal (062.00010.2015). A lei citada, de autoria de Zeglin, determina que o peso carregado não pode ultrapassar 5% do peso da criança de até 10 anos de idade, e não mais que 10% do peso para crianças maiores.

A norma prevê ainda que as informações contidas na lei sejam divulgadas para alunos, pais e docentes por meio de comunicado oficial da direção escolar, além de ser afixado cartaz em local visível nas salas de aulas. O documento encaminhado pela SME, no entanto, não diz se faz ou não a divulgação das informações previstas na lei, nem esclarece sobre os procedimentos adotados em escolas particulares do município.

A SME afirmou no documento encaminhado à Câmara que cabe definição conjunta entre os pais e instituições de ensino sobre o tipo de material que deve ser adquirido, para que se evite o aumento desnecessário de peso. Segundo a pasta, é preciso “parceria” entre a escola e a família para conscientização sobre o combate ao “consumismo desenfreado” e o transporte de materiais “desnecessários” ao ensino.

“A escola e a família devem reconhecer a responsabilidade de todos quanto às orientações para a retirada de materiais desnecessários das mochilas dos estudantes para que não carreguem peso incompatível com sua estrutura física”, diz o ofício.

Alimentação balanceada dos pequenos
Refrigerantes, chocolate, biscoito, salgadinhos são as guloseimas que os pequenos adoram, e que muitos pais colocam na lancheira de seus filhos, quando optam por lanches mais práticos. Mas, apesar desses alimentos serem os preferidos das crianças, não são ideais para uma alimentação saudável, podendo colocar em risco a saúde da criança ao longo dos anos.

E é na idade escolar que a criança aprende os hábitos alimentares que carregarão até a vida adulta. “Alimentos consumidos em excesso ou a ausência na dieta podem prejudicar a saúde, causando carências nutricionais o que pode influenciar no crescimento e desenvolvimento da criança”, afirma a nutricionista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Maria Inez Fuentes.

Existem vários alimentos saudáveis que, segundo a nutricionista, uma lancheira saudável deve conter. Frutas e líquidos – como suco, vitamina de frutas, iogurte e água são ideais. Deve-se evitar ao máximo o consumo de açúcar e gordura. O cardápio deve ser individualizado, baseado nas necessidades energéticas individuais, considerando as preferências e hábitos alimentares de cada uma delas. “Se a criança não está acima do peso pode ser ofertado de vez em quando um achocolatado”, comenta Maria Inez.

Diversificar o lanche é sempre muito importante para que a criança não enjoe e fique desestimulada aos hábitos saudáveis. As crianças gostam muito de alimentos com formatos diferentes. “Preparar sanduíches com caretas, biscoitos caseiros com formatos lúdicos é uma forma divertida para estimular o hábito saudável”, destaca Maria Inez.

Para a nutricionista, a ajuda dos pais no preparo da lancheira estimula a alimentação saudável dos filho. Levá-lo ao supermercado, ensiná-lo nas escolhas de alimentos e contar com a ajuda dele para preparar o lanche pode ser um estímulo. “Esse hábito incentiva o apetite infantil, além de aproximar a criança de alimentos novos e saudáveis”, afirma a nutricionista.

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