No segmento residencial, Selig afirma que os compradores terão a oportunidade de encontrar imóveis semelhantes, em diferentes regiões da cidade, com preço e facilidade de pagamento que cabem no bolso. “Além disso, teremos um grande volume de entregas e algumas opções para a aquisição de imóveis prontos para morar, inclusive, com incremento do mercado de locação”, comenta. A Ademi/PR prevê que o montante de imóveis entregues no próximo ano deve ultrapassar as 14 mil unidades.
O presidente da entidade também diz que começa a despontar uma nova tendência de concepção de projetos para moradia, relacionada ao estilo de vida dos clientes. “Trata-se de apartamentos com menos unidades, em regiões nobres, com diversas opções de planta para um mesmo perfil de público. Apartamentos com o mesmo número de dormitórios, mas com metragens e cômodos variados, para atender múltiplas preferências”, define.
Além disso, devem ganhar espaço as pequenas salas funcionais destinadas a profissionais liberais, autônomos e pequenos empresários, inclusive nos bairros. Os imóveis compactos também passam por uma remodelação. “Ambos avançam para uma desconcentração geográfica, através de vias estruturais, aproveitando a densidade populacional dessas regiões e o grande fluxo de pessoas e veículos”, analisa Selig.
A cidade também deve receber seus primeiros lançamentos hoteleiros destinados aos investidores, os chamados condo-hotéis. Trata-se de uma modalidade de empreendimento imobiliário concebido como uma incorporação, que permite a venda de unidades na planta com destinação hoteleira.
O Centro de Curitiba também deve iniciar um retorno aos lançamentos familiares, adaptados ao perfil de famílias pequenas e urbanas que optam pelo bairro. “Mais da metade da busca por imóveis na região é para apartamentos de três ou quatro dormitórios, com a mesma intensidade de procura que há pelos apartamentos de um dormitório”, compara Selig.