Durante a abertura, foi lançado o selo de comemoração dos 30 anos da Oficina de Música de Curitiba, que será comemorado em 2012. “Vamos trabalhar para fazer um grande evento em 2012, que marcará a história da Oficina de Música de Curitiba”, disse o prefeito. A presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Maria Christina Andrade Vieira, disse que a Prefeitura já está se preparando para esta data comemorativa.
Também foi anunciada a inclusão da Oficina de Música de Curitiba no calendário oficial do governo estadual. O secretário estadual de Cultural, Paulino Viapiana, disse que a partir desta edição o governo do Estado será parceiro da Oficina de Música de Curitiba, ajudando a levar as apresentações para outras cidades paranaenses.
A abertura da Oficina foi feita com o tema “Celebrando as Comunidades”. Um concerto reuniu diversos músicos convidados, mostrando a diversidade de culturas que fazem parte da história de Curitiba. Entre eles, Olga Kiun (Rússia), Quinteto de Sopros da Orquestra do Algarve (Portugal), Piotr Banasik (Polônia), Fernando Rocha (Brasil), Fry Street Quartet (EUA) e o Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, com regência de Dario Sotelo.
Considerado o maior e mais antigo evento de formação musical da América Latina, a 29ª Oficina de Música de Curitiba, promovida pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC) deve receber cerca de 1,5 mil estudantes de diversas áreas musicais e professores de vários países de 9 a 29 de janeiro de 2011.
A Oficina trabalhará com diferentes formações. Na programação: Orquestras Sinfônicas de Câmara, Conjunto de Sopro, Grupos de Música de Câmara, Grupos de Chorinho, Música Instrumental Brasileira e Música Eletrônica, além das vozes que formam o Ópera Studio.
Serão duas fases: a primeira, de 9 a 19, de Música Erudita e Antiga; a segunda, de 20 a 29, de MPB. Entre as novidades de 2011 está o Festival Praias, patrocinado pela Copel. Entre os dias 7 e 29, as praias de Matinhos e Ipanema recebem atrações da Oficina de Música.
Além disso, pela primeira vez, a Oficina conta com um curso de Harpa, ministrado pela escocesa Jennifer Campbel, radicada no Brasil e harpista da Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro. A instrumentista também realiza um concerto solo, no dia 14 de janeiro, às 19h, no SESC da Esquina.
Na fase de Música Erudita e Antiga, a Oficina contará com grupos residentes, como a Orquestra do Algarve (Portugal) e o Fry Street Quartet (Estados Unidos). Nesta primeira etapa também será lembrado o centenário de morte do compositor austríaco Gustav Mahler.
Na segunda fase, além de diversos cursos e atrações da Música Popular Brasileira, há o núcleo dedicado à música latino-americana, que reúne alguns dos grandes talentos da música do Peru, Bolívia, Colômbia e Venezuela.
Grandes nomes como Edu Lobo, Zeca Baleiro e a Orquestra À Base de Corda também participarão da fase de MPB. Além deles, Toninho Ferrragutti, Ricardo Takahashi, Maira Morais, Adriana Schincariol, Raiff Dantas Barreto, Zé Alexandre Carvalho, Paquito de Rivera e Leny Andrade. Bate-papos com Roberto Muggiati, entrevistando Alice Ruiz, Raul de Souza e Silvio Back, completam a programação.
“A proposta desse projeto é descobrir e contribuir para a formação de novos talentos. Durante vinte dias, professores, alunos e público convivem em aulas, ensaios e apresentações diárias, o que resulta em um trabalho de muita qualidade e diversidade”, diz a diretora-geral da Oficina de Música de Curitiba, Janete Andrade.
Renomados músicos internacionais compõem o corpo docente, e grande parte dos professores participa da Oficina de Curitiba pela primeira vez. É o caso de Krassimir Dzhambazov e Emil Chitakov (violinos), da Bulgária; Karl Tomlin (viola), da Inglaterra; Andrea Lisak (violoncelo), do Canadá; Jeff Bradetich, Gudrun Raschen (contrabaixo), Todd Sheldrick (trompa) e Scott Natzke (trompete), dos Estados Unidos; Jennifer Campbell (harpa), da Escócia; Luiz Miguel Garcia (flauta transversal), da Espanha; David Fresquet (oboé), da França; Fausto Córneo (clarinete), da Itália; Joaquim Moita (fagote), de Portugal; Beata Bilinska e Piotr Zukowski (piano), da Polônia; além dos brasileiros Léo Gandelman (saxofone), João Luiz Areias (trombone) e Paulo Martelli (violão).
Em 2010, o Fry Street foi o conjunto residente. Este ano a Oficina terá o próprio grupo, com nova formação, e a Orquestra do Algarve. “Esta proposta é um dos diferenciais, pois a orquestra é portuguesa, mas, entre seus músicos, têm 17 estrangeiros, vários deles do Leste Europeu, de países como Bulgária e Romênia. Para a Oficina é importante ter essa diversidade de músicos, pois eles são de países com uma tradição muito forte no ensino de instrumentos de cordas”, revela Janete.
Ainda sobre a Orquestra do Algarve, a diretora garante que o público terá oportunidade de ver os instrumentistas fazendo outros trabalhos de música de câmara como o Quarteto de Cordas, no dia 13, no SESC da Esquina, e o Quinteto de Sopro, que também se apresentará no concerto de abertura no Guairão e, no dia 11, às 19h, no SESC da Esquina.
Como em anos anteriores, haverá um núcleo de música e tecnologia, com a participação desta vez de Mário Manga (oficina de trilhas) e Christian Lohr (professional situations), da Alemanha. Outro estrangeiro na MPB será Marco Fada, da Itália, responsável pelo curso “Percussão no mundo”.
No núcleo de música latino-americana estarão Rafael Santa Cruz (Peru), Edmar Castañeda (Colômbia), Aquiles Baez (Venezuela) e Álvaro Montenegro (Bolívia), que farão as oficinas de instrumentos típicos, como cajon peruano, cuatro, maracás e harpa colombiana.
Serviço
Preço: Os alunos inscritos nos cursos têm entrada gratuita nos concertos. Para o público em geral, os ingressos custam R$ 15 ou R$ 7,50 mais um quilo de alimento, a exceção dos três seguintes espetáculos: Edu Lobo, Zeca Baleiro e “Leni Andrade, Paquito de Rivera e Trio Corrente”, que custam R$ 30 e R$15 (com um quilo de alimento).