Levantamento que registrou 10.144 ocorrências por excesso de velocidade no trânsito, no exato dia em que os radares deixaram de operar, demonstram a importância da fiscalização eletrônica. O número é 10 vezes superior à média de 1,1 mil infrações registradas por dia.
A Urbs solicitou ao Batalhão de Polícia de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) um balanço do número de acidentes do período, para verificar se houve aumento de colisões. “Os motoristas infelizmente extrapolaram os limites de velocidade enquanto os radares estavam desligados”, disse Rosângela Battistella, diretora da Urbs. Durante os dois meses que ficaram desligados era possível registrar as velocidades dos veículos, pois os sensores ficam no asfalto, no entanto, nenhuma placa foi anotada. As câmeras fotográficas dos radares estavam desligadas.
O excesso de velocidade detectado pelos radares responde pela maioria das infrações cometidas por motoristas nas ruas de Curitiba, com 48% das infrações. Dez anos depois de entrarem em funcionamento em Curitiba, registrou-se em 2008 uma redução significativa de infrações, apesar da frota ter aumentado em 60%. Com os radares, caiu em 57,9% no número de atropelamentos; 20,4% no número de feridos; 17,5% menos mortes no trânsito e um total geral de acidentes 36,6% menor, apesar do crescimento da frota.
Urbs anunciou que há previsão de que o número de radares em Curitiba aumente de 110 para 140 equipamentos.