Adegas residenciais viram protagonistas com planejamento cuidadoso

O interesse por vinhos e por ambientes de convivência dentro de casa tem impulsionado a criação de adegas residenciais em espaços de diferentes tamanhos. Muitas vezes integradas ao living ou adaptadas em varandas e demais espaços, elas permitem armazenar garrafas com segurança e ainda contribuem com a elegância e a personalidade da decoração. Para que funcionem adequadamente, porém, é preciso considerar fatores técnicos que garantem a conservação da bebida e a praticidade no uso do dia a dia.

A arquiteta Ana Rozenblit destaca que uma adega bem planejada começa pelo entendimento das necessidades de cada morador. “É essencial avaliar o tipo de vinho mais consumido e a quantidade média de garrafas que a casa pretende armazenar. Em alguns casos, é preciso prever temperaturas diferentes para tintos e brancos”, afirma. Ela também recomenda atenção à área de apoio. “Ter um móvel ou um balcão próximo ajuda a manusear as garrafas com praticidade e, quando há espaço, é possível transformar o ambiente em um bar de fácil acesso para os convidados”, completa.

O planejamento envolve avaliar temperatura, iluminação e o próprio layout do ambiente. Em áreas que recebem calor ou luz solar diretamente, é necessário prever climatização ou isolamento térmico adequado. As prateleiras devem manter as garrafas deitadas, o que preserva a rolha e evita oxidação.

A iluminação precisa ser indireta e com luz fria para não alterar as características da bebida. Quando a adega não é climatizada, paredes com textura amadeirada ajudam a compor o visual e manter o ambiente acolhedor. Também vale prever uma circulação confortável e de fácil acesso a objetos como taças e abridores.

Dedicada aos espaços de convivência, a adega atende principalmente à área social, onde acontecem as reuniões e momentos de confraternização. Além de armazenar vinhos, o móvel incorpora a função de cristaleira, reunindo taças e utensílios que simplificam o serviço. “A solução torna a transição entre os espaços mais fluida, mantendo o diálogo entre os dois ambientes sem abrir mão da organização”, comenta Ana Rozenblit.

Além de armazenar vinhos, o móvel incorpora a função de cristaleira, reunindo taças e utensílios que simplificam o serviço

Foto:  Kadu Lopes

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