Especialistas orientam como prevenir e corrigir problemas de rachaduras nas paredes e tetos

Algo muito comum é quando nos depararmos com rachadura, fissura ou trinca na parede, viga, cantos de janelas e portas. Algumas vezes isso acontece após muitos anos de conclusão da obra e, em alguns casos, pode acontecer até mesmo em obras novas. Esse fato corriqueiro acaba deixando muitos moradores “com a pulga atrás da orelha” e se perguntando, qual seria a origem, se apresenta risco ao imóvel e à família e como o problema pode ser solucionado. O Portal Habitissimo esclarece dúvidas sobre rachaduras.

Popularmente chamada de trincas ou rachaduras, as fissuras, como determinam os especialistas, são pequenas aberturas que se estendem pelas paredes e teto formando linhas contínuas que se abrem como se fossem um mapa. Teoricamente são definidas como um alívio criado pela tensão existente entre duas áreas da construção que gera uma movimentação e o aparecimento das mesmas.

Deve-se levar em conta que encontrar uma fissura na parede pode ser um sinal de alerta, por isso, o ideal seria contratar um perito para fazer um diagnóstico e identificar as causas e o nível de gravidade, reparando as fissuras e agindo na raiz do problema. Existem dois tipos de fissuras: as mais simples e superficiais e as mais preocupantes e profundas que podem comprometer a estabilidade do imóvel. Portanto, esses sinais não devem ser ignorados. É recomendável solicitar a visita de especialista para aplicar a solução adequada.

Observar o local das fissuras é o primeiro passo para começar a identificar as causas reais do problema: fissura superficial afeta somente a “cobertura” da parede, ou seja, a pintura e a massa corrida; as mais preocupantes afetam diretamente a alvenaria de paredes e teto; e têm aquelas presentes em elementos estruturais como pilares, vigas ou lajes, costumam ser mais profundas e devem ser consideradas um alerta.

Especialistas apontam que uma construção executada com uma boa técnica, bem calculada e dimensionada não deve apresentar esse tipo de problema. Quando um projeto é desenvolvido deve-se levar em conta o solo, a vizinhança, a trepidação da rua pela circulação de veículos, a possibilidade de haver novas obras nas redondezas e principalmente respeitar o intervalo de tempo de confecção e cura de todos os elementos da construção.

Ao constatar o aparecimento de fissuras é recomendável observar e acompanhar de forma minuciosa a evolução da mesma e solicitar a visita de um técnico.

Algumas informações podem ser fundamentais para o diagnóstico do problema: identificar quando foi o surgimento da fissura; acompanhar o crescimento; constatar se a estrutura produz estalos; observar se a fissura abre e fecha periodicamente; e se houve algum fator que possa ter desencadeado o surgimento das fissuras (como uma obra nova no bairro, por exemplo).

As fissuras superficiais, presentes somente no reboco e na tinta são fáceis de serem reparadas. Verifique a área afetada pela fissura e remova todo o reboco que não estiver completamente aderido na parede raspando o material e realizando nova cobertura e pintura posteriormente. Já as fissuras mais profundas que afetam alvenaria e elementos estruturais devem receber a avaliação de um perito para comprovar a causa e tratar o problema. Nesse caso a reparação pode variar de acordo com o local e gravidade do problema podendo ir desde o preenchimento e cobertura dos vãos com materiais flexíveis até um reforço de estrutura nos casos mais extremos.

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