Pesquisa do VivaReal aponta que existe uma série de pontos específicos do mercado imobiliário que também precisam ser contemplados quando se em expectativas para 2017. Fatores como o novo pacote de medidas anunciado pelo governo federal, a continuidade de programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida e a retomada dos lançamentos são muito importantes para se traçar uma visão mais assertiva.
Em outubro de 2016, a Caixa Econômica Federal reafirmou que devem ser liberados cerca de R$ 200 bilhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para serem utilizados em habitação social entre 2017 e 2020.
Uma das notícias que mais trouxe alívio para o mercado no último ano foi a manutenção do Programa Minha Casa Minha Vida, que foi alvo de muitos boatos sobre uma redução ou até mesmo sobre seu fim. O fato é que o Ministério das Cidades garantiu a manutenção do MCMV e para 2017 ele deve continuar com um foco maior na nova faixa 1,5 e também nas faixas 2 e 3. A faixa 1, que contempla as famílias com menor renda, deve ser residual nesse período, só sendo retomada de fato a partir de 2018 ou 2019.
No fim de dezembro, o governo federal anunciou um pacote de medidas para acelerar a economia como um todo. Dentre elas, havia um conjunto de medidas destinado ao mercado imobiliário e que deve se transformar em ações concretas em 2017.
Os principais destaques do pacote são a regulamentação dos distratos, que deve ser a primeira medida colocada em prática, além de incentivos ao crédito imobiliário como o uso de recursos do FGTS para financiar imóveis até o limite do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) com condições facilitadas.
Já nesse início de ano, notícias que indicam a retomada dos lançamentos imobiliários têm começado a surgir. Para o segundo semestre, 200 mil profissionais devem ser contratados para trabalhar na construção civil e deve haver também um aumento na procura por terrenos para novos empreendimentos.