Segundo o arquiteto paisagista Erico Zoller, da Casa das Plantas, a realização de um telhado verde pode ser feita tanto na fase do projeto quanto depois da construção já pronta. “Existem vários tipos de jardins verdes para telhados e coberturas. Primeiramente o que vai definir a escolha é a base estrutural do prédio e/ou casa, pois existem desde soluções mais leves até as mais pesadas. Levando em conta as condições estruturais para peso, impermeabilização e escoamento da água, além da preocupação de se ter sempre um ponto de água próximo ao telhado, o que pode interferir nessa escolha é o custo benefício”, explica.
Dentre as opções ofertadas pelo mercado existem as que já têm sistema de irrigação e aquelas, normalmente mais baratas, que não possuem essa solução. Porém, em qualquer um dos casos há várias possibilidades, inclusive na escolha dessas plantas. “Algumas folhagens podem ser regadas com menos frequência, o que auxilia na manutenção deste telhado e faz com que ele fique mais acessível, mas para isso é importante consultar quais são as mais indicadas para o tipo de sistema escolhido e também para o clima local”, conclui Zoller.
Em Curitiba, apesar de ser considerada a capital ecológica, o telhado verde ainda é pouco utilizado, mas a solução tem tido visibilidade em outros estados, e também, no poder legislativo. Ainda na capital paranaense, um projeto de lei colocado em discussão em setembro de 2013 pela Câmara Municipal, de autoria do vereador Professor Galdino, foi aprovado pelo colegiado e aguarda a sansão do prefeito. No projeto é determinado, segundo o texto de Galdino, que todo novo projeto de edificação, com mais de três unidades agrupadas verticalmente, devam prever a construção de um telhado verde. No Rio de Janeiro, por exemplo, algumas construções como o Palácio Capanema, sede dos ministérios da Cultura e da Educação e o Village Mall, extensão do Barra Shopping no Rio de Janeiro, já adotam o sistema.