Manutenção de condomínios de veraneio evita surpresas desagradáveis

Entre os itens que devem ser observados estão: verificar as condições dos elevadores instalados nos condomínios e verificar com o síndico se as manutenções mensais estão sendo realizadas, verificar as condições das instalações elétricas e hidráulicas da unidade e dos equipamentos instalados nas áreas comuns. Um exemplo são as bombas de recalque instaladas para levar a água até a caixa, onde é necessária a vistoria para conferir as condições do equipamento. Além disso, a manutenção das piscinas, higienização das caixas d’água e aplicação de produtos para o controle de pragas, entre outros.

“É fundamental que o condomínio programe a intensificação da rotina de ações de manutenção e conservação dos equipamentos. É importante destacar que os serviços técnicos de instalação, inspeção e manutenção devem ser realizados por profissionais devidamente habilitados do CREA-PR, com o registro da respectiva ART que deve ser exigida pelos síndicos”, informa o facilitador do Núcleo Leste do Departamento de Fiscalização (DEFIS) do CREA-PR, engenheiro civil Maurício Bassani.

Moradores usam o período de férias para reformar

Com a aproximação do final do ano, muitas famílias aproveitam o 13º salário para reformar a casa para receber os amigos e familiares nas festas e férias. As administradoras de condomínio enxergam o período como uma boa época para realizar reparos nas áreas comuns. O vice-presidente de Condomínios do Secovi, Dirceu Jarenko, dá dicas de como realizar as obras sem dores de cabeça.

Alguns condomínios aproveitam o período de férias para realizar a limpeza das caixas d’água, cisternas, lavagem das garagens e escadarias, uma vez que muitas famílias viajam e o condomínio fica relativamente vazio. O que deve ser levado em consideração, por parte dos síndicos, é o cuidado em não executar as obras no período festivo, para não atrapalhar, assim, as comemorações de fim de ano.

Para garantir que a obra não traga prejuízos, como multas e saias justas com os vizinhos, o vice-presidente afirma ainda que normas internas devem ser impostas e respeitadas. “Cada condomínio deve ter um Regimento Interno, o qual deve regular todos os procedimentos relativos à obra. Caso não possuam, podem procurar o Secovi, que disponibiliza minuta detalhada a respeito do assunto”, explica Jarenko. Ainda segundo ele, o síndico pode solicitar ao condomínio um documento ou declaração de viabilidade técnica do que será executado, assinado por um engenheiro civil.

As obras internas são de responsabilidade dos donos dos imóveis. Já os reparos realizados nas áreas comuns do condomínio devem ser definidos por meio de assembleias.  Segundo Jarenko, é viável a formação de uma comissão de obras para definir qual a empresa possui o melhor custo benefício para realizar os trabalhos, bem como para acompanhar o andamento da obra.

Uma vez definido, por assembleia, a necessidade de reparos e construção de novos ambientes no condomínio, é feita a divisão do valor da obra por parte dos proprietários dos imóveis. Os inquilinos, nesses casos, não têm o dever de arcar com nenhum custo extraordinário. “Nesses casos é considerada a valorização do imóvel, benefício que será agregado apenas para o dono da propriedade”, conclui Jarenko.

As obras internas são de responsabilidade dos donos dos imóveis

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