A gama de conhecimentos e informações transmitida por especialistas em saúde do trabalhador foi destaque do 2º Simpósio de Saúde do Imtep, realizado em Curitiba. O encontro reuniu médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos que, por meio de palestras, detalharam vários programas, ações e projetos fundamentais para as empresas que investem em melhorias no ambiente de trabalho como estratégia de gestão. Além disso, durante o evento foram apresentados cases de atividades adotadas pelas organizações que estão colaborando para a ampliação da saúde dos funcionários.
De acordo com avaliação da coordenadora do simpósio, Francielli A Vitali Martins, gerente da área de GSI do Imtep, o encontro atingiu os objetivos e superou as expectativas. “O conteúdo das palestras e a qualificação técnica dos palestrantes oportunizaram aos participantes agregar conhecimentos na área e trocar experiências”. Para o diretor operacional do Imtep, médico Alexandre Berger, o evento tratou de assuntos da atualidade e, ao mesmo tempo, proporcionou capacitação e reciclagem aos presentes que atuam no segmento em empresas públicas e privadas. O diretor comercial do Imtep, Alessandro D’Andrea, destacou que os temas importantes tratados por especialistas deram o tom ao simpósio e, com certeza, irão contribuir para o aprimoramento profissional.
Divulgação/Imtep
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Estresse ocupacional
O Brasil está entre os países com a população mais estressada do mundo atrás apenas do Japão. E dados recentes indicam que os brasileiros estão perto de chegar ao topo deste ranking. Profissionais da área de segurança, controladores de voos, motoristas, bancários e funcionários de telemarketing são as funções que mais desencadeiam o distúrbio. A informação foi dada pela psicóloga Camila Helena Lunardelli. De acordo com ela, pesquisa da Sociedade Brasileira de Acompanhamento do Estresse, aponta que o trabalho tem se configurado como uma das principais causas do estresse em mais da metade dos brasileiros. Dentro do ambiente de trabalho, os problemas do estresse recaem na organização, pois tem como consequência o aumento do absenteísmo, o crescimento do índice de evasão, a baixa de qualidade no trabalho, aumento dos conflitos interpessoais e a insatisfação dos colaboradores, além da diminuição da produtividade e baixo rendimento.
Preservação auditiva
A fonoaudióloga Cláudia Giglio de Oliveira Gonçalves trouxe para o simpósio informações importantes sobre os programas de preservação auditiva no ambiente corporativo. Disse que percebe que cada vez mais as empresas fazem investimentos para ampliar a saúde do trabalhador e adotam uma série de medidas preventivas para reduzir ou eliminar riscos e agentes que causam ou potencializam a perda auditiva que, por sua vez, aumenta em quatro vezes a ocorrência de acidentes de trabalho. A implementação de programas de preservação auditiva, exames que detectam o problema, obrigatoriedade do uso de equipamentos de segurança e melhores as condições de trabalho são fundamentais para diminuir o problema no ambiente de trabalho.
Vacinação empresarial
Manter a vacinação dos trabalhadores como rotina dentro de uma organização é estratégia de gestão em saúde. “A prevenção imunológica reduz a mortalidade, consultas médicas, licenças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde a cada um dólar gasto com prevenção se evitar de pagar 60 dólares em tratamento”, disse o enfermeiro João Luiz Crivellano, chefe da divisão de vigilância do Programa Estadual de Imunização do governo do Paraná. “Campanhas de vacinação dentro das empresas reduzem em 25% o absenteísmo; de 25% a 43% os dias perdidos por causa da gripe; 25% o uso de antibióticos; e de 32% a 44% as visitas ao médico”, assegurou.
Norma regulamentadora
“O reuso de material hospital no país está atingindo proporções alarmantes”. O alerta foi dado pela enfermeira do trabalho Alessandra Giacommo, durante sua palestra. “Esse dado é assustador se considerarmos que o Brasil possui 2,5 milhões de profissionais atuando na área de saúde, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho”, disse. Para ela, casos como estes apontam a importância dos trabalhadores conhecerem as determinações da NR 32 que regulamenta, protege e cuida dos profissionais deste segmento. Cita ainda a NR 7 que obriga a implantação de Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, a NR 4 que prevê o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, que protege a integridade física dos trabalhadores; e o NR 9 que trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.
Toxicologia Ocupacional
O uso do álcool e drogas aumenta em 3,6 vezes o número de acidentes de trabalho; em 2,5 vezes as faltas sem justificativas e 7% as punições disciplinares, e reduz em 1/3 a capacidade de produção. Os dados foram repassados pelo médico Humberto Bohn Nunes que abordou o tema toxicologia ocupacional. Considerado por ele um assunto delicado e importante a ser tratado no ambiente de trabalho, o médico disse que o trabalhador dependente químico é um dos responsáveis pela ocorrência de acidentes. Por isso, ressaltou a importância da realização de testes psicológicos indiretos. Legalmente, apenas os motoristas profissionais são obrigados a passar por exames diretos (sangue e urina) para detectar a utilização de álcool e drogas.
Ginástica laboral
As empresas e os trabalhadores devem ter consciência da importância da ginástica laboral para a prevenção de doenças ocupacionais. A recomendação foi feita pela fisioterapeuta do trabalho e ergonomista Cynthia M. Zilli aos participantes do simpósio do Imtep. De acordo com a profissional, 20% da população mundial teve ou terá dores nas costas por conta do sedentarismo e postura corporal inadequada. No Brasil, as lesões por esforço repetitivo são a segunda maior causa de afastamento de suas funções e atividades. De acordo com ela, uma pesquisa aponta a longevidade com saúde depende 10% de assistência médica; 17% da genética; 20% do ambiente físico; e 53% do estilo de vida. “Portanto, é fundamental que os trabalhadores passem a se preocupar com a saúde e principalmente a se prevenir das doenças ocupacionais”.
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