“A bolsa de valores cai, o dólar despenca, mas o imóvel mantém-se sempre estável. Se o investidor atentar para três itens básicos e importantes, tais como boa localização, bom preço e produto, sempre haverá demanda. Afinal, as pessoas sempre vão precisar de um local para morar”, ressalta. Castro Santos ainda lembra que durante o período em que milhares de brasileiros enfrentaram sérios entraves financeiros em razão de uma época marcada pelo ‘confisco’, os poucos que conseguiram amenizar os graves prejuízos econômicos foram aqueles que tinham imóveis. “O imóvel é, sem dúvida, uma aplicação segura”.
O membro do Conselho Consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças no Paraná (Ibef-PR), José Écio Pereira da Costa Júnior, compartilha da mesma opinião e acrescenta que o investimento em imóveis é uma opção própria para quem possui perfil conservador. “O mercado imobiliário é muito dependente do andamento da economia e, como o Brasil possui ainda um déficit imobiliário, especialmente junto à classe média, representa um ramo interessante”, assinala.
Segundo Costa Júnior, o investidor pode aplicar diretamente na planta, mas deve tomar precauções para fazer negócio com construtora de confiança ou investir por meio de fundos imobiliários, que normalmente realizam transações comerciais em shoppings, centros comerciais ou barracões industriais para aluguel. “O ganho nesse caso está na valorização do imóvel mais o rendimento do aluguel”, orienta.
Na prática
Por esses motivos, o ramo de imóveis tornou-se um negócio atrativo para os poupadores brasileiros e tem passado por cima de investimentos como os alicerçados nos metais preciosos (prata e ouro). Diversas classes de investidores (nacionais e internacionais) têm demonstrado interesse na prática e dividem suas aplicações em várias faixas de moedas e valores.
Um bom exemplo é o industriário e administrador de empresas Paulo Cruz que passou a fazer investimentos em imóveis há pouco mais de um ano, quando sentiu pesar no bolso a baixa de ações como reflexo da crise econômica que assola a Europa e os Estados Unidos. Foi por esse motivo que decidiu transferir o capital destinado às ações para o segmento imobiliário, o qual considera “muito mais lucrativo”. O industriário comprou quatro imóveis: um para alugar e três para vender. “Comprei na planta, o que é um bom negócio para quem puder esperar um pouco mais pelo retorno, pois valoriza ao longo do tempo”, aconselha.
Como resultado, após colocar “na ponta do lápis” e fazer as contas, o investidor valorizou seu capital em mais de 60% somente em 2011, e a previsão é de que haja uma valorização do imóvel superior a 30% para os próximos anos.
Porém, ainda que investir no setor imobiliário em época de crise seja a melhor opção para quem deseja lucrar, é preciso lembrar que os resultados ocorrem em longo prazo. É o que alerta Costa Júnior. “O imóvel nem sempre tem liquidez para quem necessita do dinheiro, é um negócio em longo prazo e isso deve ser levado em consideração no momento de aplicar recursos”.