Volume de vendas para apartamentos novos tem alta de 106,6% em um ano

De acordo com Selig, a alta foi impulsionada pelo aumento da produtividade no setor e pela diversificação dos produtos. “Curitiba estava com uma demanda reprimida e, com a oferta de novos empreendimentos, houve uma alta no volume de vendas. Outro fator foi a mudança de perfil dos edifícios. Os imóveis de luxo voltaram a ser lançados na cidade, contribuindo para este crescimento”, analisa. Em julho de 2009, o VGV dos imóveis de luxo foi de R$ 349,7 milhões (7,5% do total). No mesmo período, em 2010, o valor subiu para R$ 655 milhões (10,7% do total) e, em 2011, correspondeu a R$ 1,47 bilhão (15,3% do total).

Consequentemente, houve um aumento do número de apartamentos ofertados no padrão, que passou de 97 unidades, em julho de 2009, para 763 unidades para o mesmo período, em 2011. A Ademi/PR classifica como luxo os imóveis com preço de venda superior a R$ 1 milhão. A maior participação no Volume Geral de Vendas, referente à oferta de apartamentos novos em Curitiba, se concentra no segmento dos imóveis econômicos (de R$ 150.001,00 a R$ 250 mil), standard (de R$ 250.001,00 a R$ 400 mil) e médio (de R$ 400.001,00 a R$ 600 mil). Estes padrões de empreendimentos se revezam nas três primeiras colocações, de 2009 a 2011. Os imóveis classificados como standard foram os mais ofertados na capital paranaense em 2011 e 2010.

Em julho deste ano, eles corresponderam a um volume de vendas de R$ 2,85 bilhões (29,6% do total), contabilizando 8.607 unidades. No mesmo período, em 2010, o VGV destes imóveis foi de R$ 1,61 bilhão (26,3% do total). Em julho de 2009, os empreendimentos detiveram a terceira participação do VGV local, com R$ 878,6 milhões (18,8% do total).

Em julho de 2009, os imóveis de padrão médio lideraram o VGV ofertado em Curitiba, correspondendo a R$ 1,22 bilhão (26,3% do total). No mesmo mês, em 2010, eles detiveram a segunda maior participação com R$ 1,21 bilhão (19,8% do total) e, em julho deste ano, mantiveram a posição, se equiparando aos imóveis econômicos. Ambos contabilizaram um VGV próximo de R$ 1,6 bilhão (17% do total).

Em julho de 2010, os imóveis econômicos detiveram a terceira maior participação no índice, com volume de vendas de R$ 989,4 milhões (16,2% do total). No mesmo período, em 2009, eles ocuparam a segunda posição, com VGV de R$ 903,2 milhões (19,3% do total).

Gustavo Selig, presidente da Ademi - Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário Eneas Gomez

 

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