Editorial

Fiquem atentos. Os 1,3 milhão de eleitores de Curitiba serão convocados pela Justiça Eleitoral para recadastramento visando a coleta das impressões digitais para a identificação biométrica nas eleições municipais de 2012. Curitiba foi um dos municípios selecionados pelo Tribunal Superior Eleitoral para a segunda fase da implantação da eleição biométrica, que teve os primeiros votos desta forma na eleição do ano passado. Para quem gosta de passar num barzinho antes de voltar para casa, chamar os amigos para um churrasco, ou mesmo, curtir a noite na balada vai aí uma notícia que vai doer no bolso: Após uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, representantes das associações das indústrias de bebidas anunciaram que os preços da cerveja, refrigerante e água vão subir mais de 10% nos próximos dois meses. O índice equivale à inflação medida desde o último reajuste dos preços, em janeiro de 2009. Segundo o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) e da Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas (Abir), Milton Seligman, a contraproposta do setor ao aumento de impostos não foi aceita pelo governo. As consequências no aumento dos preços ainda não são conhecidas, segundo Seligman, que também é vice-presidente da distribuidora AmBev. Segundo o empresário, os preços do setor, historicamente, só são reajustados uma vez a cada mandato presidencial. Lá, pelas bandas do Planalto Central, estão debatendo o fim da reeleição para Presidente da República, governadores e prefeitos e o fim do voto obrigatório. Ambos os temas causam polêmica. No caso da reeleição, os críticos alegam que dois mandatos consecutivos para presidente, governadores e prefeitos favorecem o uso da máquina governamental por parte do governante que busca mais quatro anos no cargo. Já os defensores alegam que o tempo de um mandato é pouco para implementação de um projeto de governo. Em relação à obrigatoriedade do voto no Brasil, muitos senadores defendem o voto compulsório por assegurar uma maior participação de brasileiros nas eleições. Os que querem o voto facultativo argumentam que ele favorece uma participação política mais consciente. A Comissão da Reforma Política deve concluir as discussões até o início de abril. Aqui em nossa terrinha, a Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná, que se reuniu para discutir a questão dos radares de Curitiba, concluiu pelo apoio à decisão do prefeito Luciano Ducci em cancelar os contratos com a Consilux, informou que as investigações sobre as denúncias apontadas pela imprensa devem ser apuradas pelo Ministério Público do Paraná e Tribunal de Contas, e que a aplicação de multas a partir das autuações dos radares têm validade, “ressalvadas as posições particulares dos membros da comissão”. Não foi discutida a legalidade do “poder de polícia” exercido pela Urbs para a aplicação das multas. O governador Beto Richa deu caráter normativo ao parecer do procurador Roberto Altheim, que derruba a aposentadoria dos governadores estabelecida depois da Constituição de 1988. Perdem os seus proventos de aposentados Mário Pereira, Jaime Lerner, Roberto Requião e Orlando Pessuti. Eles recebiam R$ 24.117,00 por mês. Os aposentados e pensionistas anteriores a 1988, que eram amparados pela Constituição de 1967, continuarão a receber o benefício. São 5 ex-governadores e 4 viúvas. Quer dizer, que o capilé mensal dos outros irá continuar? Qual a razão de ficarem amparados na Constituição de 1967?

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