A psicoterapia utiliza-se de várias ferramentas para superar os distúrbios da mente, entre elas está o Neurofeedback – uma técnica que avalia o desempenho cerebral e melhora o desempenho profissional e emocional. “Essa técnica estimula as habilidades naturais do cérebro, regenera e desenvolve suas potencialidades. Pode também corrigir distúrbios e aprimorar as funções cerebrais”, explica a psicóloga da Clínica Contato, Dra. Tânia Muratori.
O procedimento é utilizado para maximizar a funcionalidade dos padrões de ondas cerebrais de artistas, compositores, dançarinos, inventores, matemáticos, presidentes de corporações, cientistas, esportistas e outros. Também pode ser aplicado para pacientes superarem traumas e restabelecer o equilíbrio emocional e psicológico, melhorar a saúde e o bem-estar. “Os pacientes se tornam mais imaginativos, autossuficientes e relaxados”, garante Dra. Tânia.
Esse procedimento concilia harmonicamente as várias frequências das ondas cerebrais. Relaciona o nível intuitivo das ondas delta (onda associada a sono profundo); a inspiração criativa, a percepção pessoal e consciência espiritual das ondas teta (inconsciente); a capacidade de transição e relaxamento com consciência das ondas alfa (ponte entre o estado consciente e inconsciente); a atenção externa e a capacidade de processo de pensamento consciente das ondas beta (estado consciente) tudo ao mesmo tempo. “Esta inter-relação correta de frequências de pico permite o fluxo de informações entre o consciente e inconsciente”, diz a psicóloga.
A psicóloga explica que para obter-se o acesso a níveis mais amplos de consciência, implica em um funcionamento cerebral modificado, mais avançado. “A mudança no estado cerebral altera fundamentalmente a visão de mundo. Com o Neurofeedback, o estado expandido de consciência é conseguido mais rapidamente e profundamente”, enfatiza a especialista.
Neurofeedback
O Neurofeedback utiliza o aparelho de eletroencefalograma para avaliar as ondas cerebrais. São colocados no couro cabeludo do paciente vários sensores, que transmitem a atividade elétrica do cérebro em tempo real para um computador. “Com base nessas imagens, é possível fazer uma avaliação e estabelecer o que precisa ser melhorado nas várias regiões do cérebro, de acordo com o estado físico e emocional que se deseja alcançar”, explica a Dra. Tânia.
Para a especialista, a tecnologia eletrônica do Neurofeedback ensina a entrar em um estado de alta performance cerebral. “A necessidade do uso do Neurofeedback se dá apenas nas fases iniciais de aprendizado rumo ao interior de si e de um autocontrole do psiquismo. O Neurofeedback ensina a mente a controlar o corpo e permite à pessoa regular, voluntariamente, as reações fisiológicas e emocionais”, enfatiza a Dra. Tânia.