Editorial

Ainda estamos no mês de setembro, último mês antes das eleições que irão mudar o rumo da nação e já tem quebra de braço entre José Dirceu e Antônio Palocci. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os dois que possuem os nomes envolvidos em escândalos do Mensalão, do Bicheiro, da Quebra de Sigilo Bancário do Porteiro, da Mala, disputam os rumos do possível novo governo comandado pelo PT. É briga de cachorro grande e vai sobrar para nós. Segundo Dora Kramer “de todos os casos cabeludos ocorridos no governo Lula, o da quebra do sigilo fiscal, na delegacia da receita federal de Mauá é o mais angustiante. O que assusta é a tentativa do governo federal em abafar o caso, dando e ele uma conotação de futrica eleitoral. Evidentemente dona Dilma sabe do que se trata, quando ouve dizer que 140 pessoas tiveram o sigilo fiscal violado numa delegacia da Receita Federal, em uma cidade das cercanias de São Paulo. Como Mãe do Povo, ela deveria ser a primeira, depois de Lula, a se preocupar com a violação da segurança institucional, numa dependência do governo federal. Mas, ela só repete o mantra da candidata ofendida.” Miriam Leitão, conceituada colunista do jornal O Globo diz a esse respeito: “Já se sabe quem perdeu a eleição de 2010: a Receita Federal. O órgão sai dessa campanha com uma queda violenta de credibilidade. Pelo que fez pelo que deixou de fazer, pelo que deixou que fizessem em suas repartições, a Receita que tinha o respeito dos brasileiros — e o temor dos sonegadores — hoje está reduzida a um braço de um partido político. A violação do sigilo fiscal da filha do candidato José Serra é daqueles fatos que acabam com quaisquer dúvidas que por acaso ainda persistiam. A resposta dada pela Receita de que interposta pessoa levou procuração pedindo para quebrar o sigilo da contribuinte foi espantosamente grosseira. Quem pare um minuto para pensar, na explicação do órgão, sabe que não faz sentido algum. Quer dizer então, que uma pessoa com documento falsificado pode pedir informações protegidas? As primeiras apurações derrubaram a versão oficial. No caso de ser uma espionagem política, e com fins bem óbvios, é preciso que se saiba tudo antes do fim do pleito. É urgente que se faça uma investigação que acabe com as dúvidas e não as aumente”.  Sabe-se que Fernando Collor, adversário político de Lula em 1989, montou uma farsa utilizando uma filha do Lula, para derrubar o adversário. Esse mesmo Collor, que foi cassado, hoje tem todo o amparo e apoio de Lula e de Dilma, para as eleições em Alagoas, assim como, o senador Renan Calheiros, tem no presidente, um grande cabo eleitoral que disse no palanque de campanha: “Dilma precisará de senadores da estirpe de Renan Calheiros, para ajudar a governar o Brasil”. Fuja loco! Aqui no Paraná um levantamento da Associação dos Municípios do Paraná – AMP aponta que o governo do estado deixou de repassar cerca de R$ 90 milhões, em valores corrigidos às prefeituras, de parte dos recursos do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias ICMS e do ICMS Ecológico, entre 2002 e 2007. Gente, esses recursos são usados pelas prefeituras, principalmente para os pequenos e médios municípios, em saúde, transporte escolar, obras públicas, educação. Cadê a grana? Na Região Metropolitana, o crime desfila leve e solto. Todos os dias a mídia fala sobre assassinatos, assaltos, arrombamentos, roubos e o aumento do tráfico de drogas. Falta policiamento, equipamento, delegacias e principalmente vontade política para tentar sanar esse problema, que afeta os moradores de toda Curitiba, independentemente de morarem em condomínios verticais, horizontais ou casas. Agora dá medo até de sair durante o dia. Não esqueça: votar é um ato de cidadania, não uma obrigação. Vote consciente. Boa leitura!

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