A ideia era integrar os estudantes sem recorrer aos trotes tradicionais, que frequentemente acabam em atos violentos. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Extensão Universitária da FAE, Adriana Pelizzari, eventos como esse ajudam na construção da cidadania do estudante. “Estamos trabalhando em parceria com o diretório para conscientizar ao máximo os alunos do papel deles na sociedade. Para Schuhli, “Essa atividade mostra que calouros e veteranos podem se sujar e divertir ao mesmo tempo em que aproveitam para fazer algo que agregue positivamente em suas vidas”, avaliou.
A caloura do curso de Direito da FAE Débora Lais Santos aprovou a iniciativa. “Foi uma excelente oportunidade de descobrir os verdadeiros veteranos que se importam comigo, sem me fazer passar vergonha e agir como mendiga pedindo dinheiro para as pessoas.” Ela avaliou como gratificante a experiência de ter ajudado e conhecido melhor a comunidade que mora no local. “Senti que valeu a pena e estou ansiosa para, daqui a uns tempos, passar por aqui e ver meu trabalho completo”, afirmou, referindo-se ao crescimento das árvores, que vão ajudar na recuperação da mata ciliar do Rio Belém. Essa foi a segunda vez que estudantes da FAE organizaram um trote solidário. No ano passado, eles reformaram e pintaram a creche da associação dos moradores da Vila Parolin.