Fim do horário de verão também exige atenção

Segundo a psicóloga do Grupo Educacional Bom Jesus, Caroline Sobocinski Paes Pereira, a atenção é necessária em dois períodos de adaptação. Tanto quando os relógios são adiantados, no início do horário, quanto quando são atrasados, no final.

A partir da próxima segunda-feira, a mudança na rotina atinge as escolas. Para as crianças, a adaptação exige mais da parte emocional. “Para as que estudam à tarde, já é escuro quando os pais vêm buscá-las na escola”, exemplifica a psicóloga. Por isso, os pais devem evitar atrasos. De acordo com ela, a criança também tem medo de perder aulas. “Quando as que estudam pela manhã acordam, já estará bem mais claro e isso pode provocar ansiedade com relação ao horário.”

Já para os adolescentes, a adaptação física é mais difícil. “As alterações no sono podem provocar cansaço e sonolência em sala de aula”, conta Caroline. Há ainda a probabilidade de haver problemas para se alimentar. De acordo com a psicóloga, não dá para prever quanto tempo é necessário para se sentir à vontade no novo horário. “A adaptação varia de organismo para organismo. Pode levar desde poucos dias até um ou dois meses. Crianças e adolescentes adaptam-se mais facilmente do que adultos.”

Para evitar que a noite de sono seja prejudicada com o fim do horário de verão, a psicóloga orienta que os adolescentes e crianças evitem alimentos e bebidas estimulantes antes de ir dormir. Também é preciso manter o horário de deitar e acordar. “Isso não deve ser rígido. É importante explicar a eles sobre o assunto e fazer com que toda a família busque o mesmo ritmo”, aconselha.

Outra dica é dormir com as cortinas e janelas abertas, pelo menos nos primeiros dias. “Acordar com a claridade ajuda na sincronização”, ensina Caroline. E para combater o sono, os exercícios físicos são uma boa opção. “Sejam eles feitos na escola ou como opção extracurricular”, diz a psicóloga.

O que a estudante da 7ª série do ensino fundamental do Colégio Bom Jesus Centro Laura Helena Lustosa, 12 anos, vai mais lamentar com o fim do horário de verão é ter menos tempo para aproveitar no final do dia. “Eu uso essas horas a mais de sol para brincar e jogar bola com as minhas amigas”.

Mesmo acordando às 6 horas todos os dias para ir à escola, Bruno Conte, 15 anos, aluno do 2º ano do ensino médio do Bom Jesus Centro, diz não ter problemas de adaptação. “Para mim tanto faz se é horário de verão ou não. O que é bom é ter mais tempo para sair antes de escurecer.”

Já Juliane Beatriz Batschke, 12, que estuda na 7ª série do ensino fundamental do Bom Jesus Centro, comemora o fato de o relógio ser atrasado em uma hora. “Às vezes, eu me sinto um pouco perdida com esse horário”, conta. Mesmo tendo aulas no período da tarde, Juliane acorda todo dia às 8 horas para fazer lição de casa e estudar. “É muito difícil sair da cama uma hora mais cedo”, afirma.

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