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Dez medidas para reduzir os custos dentro dos condomínios

Em tempos de crise, cortar despesas se prioridade em diversos setores

Nos condomínios não é diferente, porém há apenas uma dificuldade: as despesas nem sempre são desnecessárias e é preciso muita cautela para não cometer erros ao reduzi-las. “Com muito cuidado e providências simples, é possível reduzir custos e fechar as contas no azul”, afirma Fernando Fornícola especialista em soluções para administração de condomínios e imóveis.

Segundo ele, a diminuição de despesas em um condomínio precisa ser um trabalho diário e de longo prazo, que em muitos casos envolve uma mudança cultural por parte de todos os moradores. “Sendo assim, quanto mais profissionalizado estiver o prédio, mais fácil incorporar as transformações”, revela o especialista.

A empresa conta com um programa de administração predial, que tem como objetivo valorizar o empreendimento e sua área, garantindo excelência no funcionamento de todas as suas estruturas, sistemas e equipamentos. “Partindo desse princípio, disponibilizamos profissionais especializados em operação financeira e administrativa, de forma que possam garantir eficiência em todos os processos, redução de custos e aumento na qualidade dos serviços prestados aos moradores”, ele explica.

De acordo com o perfil e necessidade de cada cliente, são mantidas equipes dedicadas in loco, ou não, sempre coordenadas pelos profissionais da Habitacional, para atendimento exclusivo e imediato aos condôminos. O objetivo é cuidar do condomínio enquanto o síndico e os conselheiros têm mais tempo para se dedicar a outras tarefas.

Ele reconhece que, com dicas em mãos, pode parecer fácil controlar os gastos. Porém, na realidade não é bem assim, pois sem contar com ajuda profissional, fica difícil acertar a mão nas medidas.

Mas para auxiliar os condomínios, Fornícola cita dez medidas que podem ser seguidas para diminuir as despesas. Confira a seguir:
1 – Preste atenção nas horas extras dos funcionários
Quando as horas extras passam a ter um custo elevado, vale a pena repensar se não está na hora de contratar outro funcionário. Um porteiro que necessite ficar até mais tarde frequentemente ou que necessite trabalhar nos feriados passa a custar caro ao bolso do condomínio. Talvez seja a hora de optar por um folguista, cujo piso salarial é menor.

Em grande parte dos condomínios, 70% do valor da taxa condominial é destinado para cobrir a folha de pagamento. Fique de olho!

É importante fazer revisões nas escalas de funcionários de forma periódica, pois isso é uma forma de reduzir despesas também e checar de perto se há algum funcionário fazendo mais horas extras do que poderia.

2 – Procure valorizar os talentos
Valorizar os talentos é sempre mais produtivo do que contratar e treinar um novo integrante ao quadro. Além disso, demitir também custa caro, além de aumentar o risco de processos trabalhistas. Por isso, busque reter os funcionários que se dedicam, mantendo-os satisfeitos.

3 – Cuidado com o desperdício de água
Verifique vazamentos e instale redutores de vazão e invista em soluções simples para reaproveitamento da água da chuva. Outra medida interessante é a instalação de hidrômetros individuais, pois incentiva a economia de água em todo o condomínio e pode representar um consumo 20% menor.

4 – Economize energia
A energia também pode estar sendo desperdiçada. Muitos prédios adotam sensores de presença para evitar que isso ocorra, além de investirem na programação dos elevadores.

Uma ideia boa é substituir as lâmpadas por led, que é 80% mais econômica que a incandescente comum. A redução na conta de luz pode ser de até 40% e o investimento recuperado é, em média, de 6 a 8 meses.

5 – Combata a inadimplência
Com o novo Código de Processo Civil, o prazo para inadimplentes quitarem as dívidas foi reduzido drasticamente. O medo de responderem a processos judiciais fizeram que os devedores façam acordos. A cobrança deve ser feita o mais rápido possível para alcançar resultados mais precisos e diminuir o número de casos.

6 – Encontre soluções econômicas para as piscinas
Manter uma piscina custa caro: para se ter uma ideia, uma piscina de 12 m x 4,40 m x 1,40 m consome, mensalmente, uma média de 7 quilos de cloro.

Hoje em dia já existem novas tecnologias que tratam a mesma água com sal, ozônio ou íons e reduzem bastante o custo com produtos químicos convencionais. Aposte nisso.

7 – Terceirize a mão de obra sempre que possível
Portaria, limpeza e jardinagem são serviços que podem ser terceirizados para que representem uma economia em longo prazo. Vale a pena fazer as contas e ver o que é mais compensador.

8 - Controles automatizados de acessos
Os sistemas de controle de acesso são ferramentas importantes para reduzir as despesas. A portaria virtual e o sistema de biometria têm o intuito de diminuir o custo de mão de obra de gerenciamento de circulação dos condôminos. O sistema necessita apenas cadastrar a digital dos moradores para permitir a entrada e saída deles, de maneira segura.

9 – Não esqueça da manutenção preventiva
É imprescindível que o condomínio tenha uma agenda de manutenção preventiva, pois elas custam mais barato do que obras de reparação. Portanto, verifique para-raios, bombas de água, elevadores, impermeabilização, vazamentos, etc.

10 – Faça um orçamento anual
Tanto o condomínio quanto a administradora devem elaborar o planejamento financeiro anual a fim de evitar a emissão de cotas extras para dissídio de funcionários ou pagamento do décimo terceiro salário. Não se esqueça de fazer essas provisões para não ser pego de surpresa.

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