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SBEM-PR e ABESO realizam ação na Boca Maldita pelo Dia Mundial de Prevenção da Obesidade

No dia 11 de outubro, entidades reúnem equipe multidisciplinar com médicos endocrinologistas, nutricionistas, psicólogas, profissionais de educação física e estudantes da FAE na campanha "Obesidade: eu trato com respeito"

Hábitos alimentares inadequados e a falta de uma prática regular de atividades físicas têm empurrando o brasileiro para uma epidemia de obesidade. Na última década, a taxa de obesos no país aumentou em 60%, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. Em Curitiba, mais da metade da população (54,2%) está acima do peso segundo a mesma pesquisa, que aponta ainda um percentual de 18,9% de obesos na cidade. Os números contribuem para o aumento na prevalência da diabetes e problemas cardíacos, doenças crônicas associadas à obesidade.

Os números chamam atenção para importância da conscientização da população sobre o perigo de não controlar o ganho de peso. No dia 11 de outubro, Dia Mundial de Prevenção da Obesidade, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) em conjunto com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) realizam uma ação de conscientização na Boca Maldita, em Curitiba.

Entre s 9h e 17h, uma equipe de médicos endocrinologistas, nutricionistas, psicólogas e profissionais de educação física voluntários da SBEM-PR farão avaliação do peso, altura e circunferência abdominal das pessoas que passarem pelo local, além de distribuir folders educativos.

Com o tema “Obesidade: eu trato com respeito” a campanha objetiva alertar a população sobre o perigo das fórmulas para emagrecer e promessas milagrosas de emagrecimento na internet. A partir de 11 de outubro e durante todo mês de outubro serão divulgados vídeos com especialistas abordando e desmistificando alguns dos temas que lideram as buscas em sites. Lembrando que são considerados “acima do peso” pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 25 e 30, e “obesas” pessoas com IMC acima de 30 (esse índice é obtido dividindo o peso do paciente pela altura ao quadrado).

“A obesidade é uma patologia crônica, grave, recorrente e progressiva, ela aumenta o risco de mortalidade, reduz a qualidade de vida e está associada às doenças cardiovasculares, pressão alta, diabetes tipo II, alterações no metabolismo, câncer de mama, transtornos de humor e depressão, doenças articulares por sobrecarga, entre outras”, explica a médica endocrinologista Salma Ali El Chab Parolin, da diretoria da SBEM-PR e professora da Escola de Medicina da PUC-PR.

Equilíbrio emocional no controle do peso

Por afetar o indivíduo de tantas maneiras, os coordenadores da campanha para o Dia Mundial de Prevenção da Obesidade decidiram somar forças com profissionais de outras especialidades. Uma equipe de alunos do curso de Psicologia da FAE, sob a orientação da professora Maria do Desterro de Figueiredo, que também coordena o Laboratório de Transtornos Alimentares, Obesidade e Saúde Mental (Latos) do curso de Psicologia da Instituição, também participa da ação na Boca Maldita. Eles vão prestar orientação e apoio psicológico em relação à obesidade e, além do atendimento, aplicarão a “enquete do humor”. O objetivo é a relação entre os aspectos psicológicos interferindo no tratamento da obesidade.

“Emagrecer não é simples, exige consciência de quem se é, do que deseja ser e do que, realmente, pode ser para não cair nas armadilhas sedutoras de um corpo idealizado. O equilíbrio emocional contribui para a manutenção e motivação do tratamento da obesidade”, reforça a professora. Os estudantes avaliarão os pacientes no local e, em caso de necessidade, eles serão encaminhados para o Grupo de Apoio Psicológico a Obesos (Gapo), da PsicoFAE, serviço-escola da FAE Centro Universitário. O atendimento, gratuito, é realizado por alunos, sob a supervisão de professores.

A importância do exercício físico

Tão preocupante quanto o crescente número de pessoas com sobrepeso e obesidade no país, é o mercado que se alimenta da desinformação e da busca das pessoas por resultados rápidos. “Na internet é fácil encontrar fórmulas e ‘receitas mágicas’ prometendo emagrecimento, como medicações, dietas e programas de exercícios que não tem o devido embasamento científico”, alerta o Murilo Bastos, personal trainer especializado em Fisiologia do Exercício.

Ele explica que, em se tratando de exercício e emagrecimento, é importante desconstruir alguns mitos. “A ideia de que apenas exercício aeróbio e de longa duração é efetivo para perder peso não é verdade, já que a função primária do exercício deve ser de causar desequilíbrio energético, fazendo com que o indivíduo consuma menos calorias do que gasta com as atividades do seu cotidiano e com seu metabolismo. Porém a maior parte da energia, mais da metade inclusive, vem do metabolismo de repouso”, afirma o profissional. Portanto, o exercício é capaz de aumentar o gasto calórico diário total, favorecendo o alcance deste desequilíbrio energético, o que por si só já ajuda a emagrecer, independente se for exercício aeróbio, musculação, intervalado, bastando apenas somar calorias gastas.

A melhor dieta para emagrecer

A resposta a essa pergunta é o que muitas pessoas buscam todos os dias na internet. Alheios aos danos que mudanças inadequadas na alimentação podem causar ao organismo, pessoas se deixam levar por dietas da moda e promessas de perda de peso milagrosa. A nutricionista Marília Zaparolli explica que não existe a melhor dieta para emagrecer. “O sucesso do emagrecimento dependente de uma dieta individualizada, específica para cada pessoa. Muitas vezes o paciente pergunta o motivo pelo qual amiga emagreceu com a dieta prescrita pela nutricionista e ela, que seguiu a mesma dieta, não emagreceu”, conta Marília.

Ela explica que cada indivíduo possui uma quantidade calórica diária específica, associada com sexo, idade e nível de atividade física realizada. “Existem pessoas que metabolizam melhor carboidratos, outras proteínas. Vale ressaltar ainda que a quantidade de vitaminas e minerais também será individualizada conforme o ciclo de vida. Por isso, na hora de elaborar uma dieta ou plano alimentar, o nutricionista estará atento às doenças e utilização de medicamentos, já que pacientes diabéticos, hipertensos e intolerantes possuem determinadas restrições alimentares. Tão importante quanto o que você come, é aonde você come, com quem você come e da maneira como você come. Por isso o sucesso do emagrecimento depende da individualização”, explica a nutricionista.

Ganho de peso na gravidez

Coordenadora administrativa do Ambulatório do SUS, no Rebouças, Rosana Zapf, 42 anos, acompanha todos os dias pessoas que passaram por cirurgia bariátrica e sabe a dificuldade que enfrentam no processo de emagrecimento. Com 1m78 e 116kg ela sabe que precisa emagrecer urgentemente, e conta que já tentou inúmeras dietas e reeducação alimentar. “O peso excessivo veio após a gravidez, depois consegui recuperar, manter por um tempo, mas aí voltei a engordar”, afirma Rosana. A correria e estresse no trabalho são apontados como uma das razões pelo aumento do peso, mas agora ela afirma estar preocupada. “Não quero fazer bariátrica, vejo as dificuldades que os pacientes passam e não quero isso para mim. Estou tentando melhorar a alimentação e procurando uma atividade física”, afirma Rosana.

Da obesidade ao pódio no ciclismo

O estresse no trabalho também levou o técnico gráfico Marcelo Bastida, 45 anos, ao ganho de peso e problemas de saúde. Com 1m69 e 100kg, começou a se ver preocupado com a fraqueza, indisposição, tonturas e decidiu procurar um endocrinologista. Os exames revelaram que estava pré-diabético, com pressão alta e com alto nível de estresse, mas decidido a mudar sua rotina alimentar e abraçar de vez a atividade física, conseguiu baixar 23kg em seis meses. “Hoje pedalo regularmente, cuido da minha alimentação e, recentemente, cheguei em 5º em uma prova de ciclismo competindo com outros 40 em minha categoria. Creio que o mais difícil foi criar a consciência de que precisava mudar de atitude, para ter mais saúde. Hoje me sinto muito melhor, mais disposto e feliz”, conta Marcelo.

SERVIÇO
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná | SBEM-PR
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Av. República Argentina, 369, cj. 1101, 11º andar,
Água Verde, Curitiba/PR CEP: 80240-210
Fone: (41) 3343-5338
www.sbempr.org.br | www.facebook.com/sbemparana

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