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Direito Imobiliário

Síndico-gestor em risco

Por Luiz Fernando de Queiroz

São válidos os atos praticados por síndico-gestor – aquele cujo mandato já venceu mas que, não comunicando este fato aos condôminos, continua na função –, porém seu patrimônio fica sob risco de eventual ação de indenização por qualquer prejuízo que possa causar ao condomínio.

O que acontece quando o síndico deixa fluir em silêncio o fim de seu mandato, não convoca nova eleição e os coproprietários também permanecem inertes? São nulos, anuláveis, ineficazes ou válidos os atos que pratica no exercício irregular de sua expirada gestão? Seria, por exemplo, válida a convocação de assembleia para a eleição de novo síndico, meses após o término de sua gestão, ou seria necessário os condôminos se autoconvocarem, mediante assinatura de l/4 dos proprietários de frações, como diz a lei?

Como ficam os atos de administração praticados pelo síndico durante esse período, como emissão e envio de balancetes, pagamento de funcionários e obrigações sociais, cobrança de taxas, representação legal do condomínio em juízo e fora dele, providências de manutenção e conservação do prédio?

O jurista J. Nascimento Franco (Condomínio, RT) sustenta que “quando termina o prazo do mandato do síndico sem eleição de outro, duas soluções podem ocorrer para se evitar a acefalia do condomínio: o síndico continua até a eleição no exercício da função, ou a transfere ao subsíndico, se existir, ou ainda, a qualquer membro do Conselho Consultivo, que deverá convocar uma Assembleia para eleger a nova administração”.

Segundo o comentarista, “em qualquer uma dessas hipóteses, são válidos os atos praticados pelo síndico de fato, não só porque é de se repelir a ideia de condomínio sem alguém que o dirija, como também porque é de se presumir, no caso, como prorrogado o mandato por tempo indeterminado”.

Aceita a tese de que tais atos não são nulos ou anuláveis, tendo eficácia e validade perante os condôminos e terceiros, ficaria então tudo do mesmo tamanho, como se nada tivesse acontecido? Não é bem assim.

Gestão de negócios
Se não transferir o cargo para síndico regularmente eleito, continuará desempenhando sua função normalmente, porém na qualidade de síndico de fato, ou, mais precisamente, como gestor de negócios, na forma detalhada nos artigos 861 e seguintes do Código Civil. Como síndico-gestor, ficará responsável ao condomínio e às pessoas com quem tratar. Se iniciar seu período de prorrogação “contra a vontade manifesta ou presumível do interessado [ou seja, do condomínio], responderá o gestor até pelos casos fortuitos, não provando que teriam sobrevindo, ainda quando se houvesse abstido” (Cód. Civil, art. 862).

Outras normas também se aplicam, sempre em desfavor do síndico, como a que diz que “o gestor responde pelo caso fortuito, quando fizer operações arriscadas, ainda que o dono [leia-se condomínio] costumasse fazê-las, ou quando preterir interesses deste em proveito de interesses seus” (Cód. Civil, art. 868). A linguagem do nosso Código Civil pode parecer antiquada mas é bem clara. O síndico de fato coloca seu patrimônio sob risco de eventual ação de indenização, por qualquer prejuízo – direto ou indireto, de boa ou de má-fé – que possa causar ao prédio.

Para desobrigar-se de tal fardo, quando da eleição do novo síndico deverá solicitar que a assembleia de condôminos expressamente aprove suas contas e atos graciosos, pois “a ratificação pura e simples do dono do negócio do condomínio] retroage ao dia do começo da gestão, e produz todos os efeitos do mandato” (Cód. Civil, art. 873).

Registre-se, ainda, que o exercício da sindicatura de fato presume-segratuito, não tendo o síndico direito à remuneração aprovada para a sua gestão regular, o que é um bom motivo para evitar tal acontecimento.

EDITORIAL

A necessidade de preservação do meio ambiente anda, cada vez mais, sendo assunto importante não somente por ambientalistas, mas por toda a sociedade. Na construção civil, projetos que diminuam os impactos ambientais já são recorrentes.

As construções sustentáveis representam 8,3% do PIB do setor de construção civil, de acordo com pesquisas realizadas em 2014 pela consultoria Ernst & Young, sendo que este tipo de construção tem crescimento médio de 30% ao ano. Por isso, projetos de paisagismo ganham a vez nos empreendimentos imobiliários.

E, ao contrário do que se possa pensar, o paisagismo vai além de um pequeno canteiro de plantas. Em grandes empreendimentos, condomínios ganham uma extensa área verde, integrando o meio ambiente ao conjunto arquitetônico.

Segundo o diretor-geral da Construtora e Incorporadora Laguna, Gabriel Raad, o paisagismo em um lançamento imobiliário é de fundamental importância. “Além de agregar valor ao imóvel, gera qualidade de vida para os moradores e oferece momentos de lazer e convívio para a família”, declara.

Para Raad, há uma crescente valorização de áreas verdes e naturais. “As pessoas estão em busca de lugares tranquilos e seguros, ao mesmo tempo em que precisam estar em centros urbanos. Harmonizar os dois ambientes é o desafio para esses empreendimentos”, acredita.

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Luiz Fernando de Queiroz é autor do TPD-Direito Imobiliário e do Guia do Condomínio IOB

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