Power Soccer é exemplo de acessibilidade

O público que circulou pelos corredores do ExpoUnimed, em Curitiba, no final de maio, local da 22ª edição da Conferência Mundial de Promoção e Educação na Saúde, vivenciou com emoção um exemplo de como a acessibilidade faz a diferença na vida das pessoas com deficiência. Palco de debates sobre inclusão social, reconhecimento da diversidade e pluralidade como direito e cidadania, o evento da UIPES recebeu a equipe de futebol em cadeira de rodas motorizadas para uma apresentação da modalidade paradesportiva.

O treinador do time Curitiba Power Soccer, Ramiro Eugênio de Freitas, há quatro anos prepara a equipe para competições no país. “Conheci os atletas treinando num espaço púbico em Curitiba, uma Rua da Cidadania. Como professor de educação física fiquei curioso com a modalidade. Me convidaram para treiná-los. Disse que por alguns meses seria possível. No entanto, me apaixonei e fiquei”, conta com orgulho.

A capital do Paraná foi escolhida para batizar o time porque é considerada uma cidade sustentável, saudável e acessível, explica Freitas. “A prática do power soccer é uma oportunidade de superação de limites e de inclusão para os cadeirantes com lesões severas”, argumenta o treinador. “E nada mais oportuno e inclusivo do que apresentar um pouquinho do nosso trabalho neste espaço que tem o objetivo de promover a equidade”, assinala.

Para Simone Tetu Moysés, coordenadora da Conferência, a apresentação da equipe de futebol em cadeiras de rodas motorizadas foi um exemplo da importância de experiências inovadoras em promoção da saúde e inclusão. “Quando o treinador Ramiro nos procurou com a ideia de demostrar a modalidade não tivemos dúvida e aceitamos na hora”, disse Simone. Destacou que a demonstração dos atletas do power soccer tinha tudo a ver com o propósito da Conferência, pois “o encontro foi cenário para um debate global sobre democracia, ética, mobilidade e defesa da vida com saúde”, pontua.

 

Segundo Freitas, o power soccer também chamado de powerchair foot ball, é indicado para cadeirantes com lesões e doenças severas, e pode ser praticado a partir dos 6 anos de idade. “Nossa equipe já teve atletas com idades que variam de 11 a 50 anos”, acentua. Além de Curitiba, a modalidade tem times no Rio de Janeiro e Ceará. Em São Paulo tem equipes em formação.

“Uma de nossas principais lutas é introduzir o futebol em cadeira de roda motorizada como modalidade nas Paraolimpíadas”, destaca Freitas. A equipe paradesportiva ainda reivindica uma demonstração de uma partida na edição dos jogos de 2016 e está aguardando uma resposta dos organizadores. Para se tornar modalidade paraolímpica são necessárias três equipes em cada um dos cinco continentes. Hoje, apenas a América Latina possui times na Argentina, Uruguai e Brasil. “É uma batalha muito árdua, mas não desistiremos”.

A vice-presidente da Associação Brasileira de Futebol em Cadeiras de Rodas Motorizadas, Claudiani Oliveira, mãe de Matheus, do time de power soccer de Curitiba, e que desenvolveu distrofia muscular de Duchenne,  afirma que as escolas, os governos, a sociedade têm de estar preparados para receber cadeirantes e pessoas com deficiências. “A acessibilidade é um direito humano e constitucional e o esporte é uma das formas mais universais de inclusão social”, ressalta. Claudiani, que ainda preside a ONG Obadin – Organização Brasileira de Apoio aos Portadores de Disfunção Neuromuscular e que apoia o Curitiba Power Soccer, ressalta que as cidades devem proporcionar a essas pessoas oportunidades de viver com cidadania e dignidade.

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